Habilidades mágicas para Ritual

Traduzido por Leonni Moura

Na tradição druídica, a obrigação de realizar um ritual público sempre foi forte. Os antigos druidas eram administradores da cerimônia e atuavam como sacrificadores, advinhos e conselheiros para seu povo. Nós desejamos seguir seus exemplos, e centrar nosso trabalho em torno do paganismo público moderno. Enquanto isso oferece muitas oportunidades para o crescimento espiritual, ela também apresenta um risco importante.

Ritual público requer preparação. Os líderes devem se preocupar com adereços, escrita, encenação e controle da multidão. Isso pode tornar-se difícil mesmo para os mais experientes dirigentes do rito, para concentrar-se no Principal e nas Habilidades mágicas que transforma a mera performace em uma religiosa experiência.

Isso representa um perigo do culto pagão, tornando-se meras ocasiões formais e sociais. Com o fora de foco ADF - de nosso estressante serviço público, redes e comunidades - poderíamos transformar em uma espécie de Paganismo 'Protestate'. Nós poderiamos ser revelantes, envolvidos e interessados sem transmitir as poderosas bênçãos dos Poderes que deveriam ser o direito de nossos fiéis. 

Experiência religiosa pagã, eu acredito, não surge através de "graça". Não é um dom gratuito, mas requer esforço de todos os participantes qualificados especialmente os líderes. Na maioria dos rituais Wicca essa necessidade é atendida por uma série claramente entendidas de habilidades mágicas que tem sido passado de professor para aluno (mesmo se o professor é "material imprenso"). Tais formas estão sendo desenvolvidas para nossos ritos druídicos, mas eles são facilmente perdidos no tumulto de apresentar um ritual público de qualidade. 

Eu acredito que o principal objetivo das religiões nos tempos modernos é ajudar as pessoas de forma direta, relações pessoais com os Mundos Interiores e com Deuses, Deusas e Espíritos. Para esse fim, parece fundamental que aqueles que conduzem o rito druídico seja bem treinado em básicas e intermediárias habilidades mágicas. Líderes rituais devem ser capazes de usar essas habilidades se forem bem praticadas, e também ser capazes de levar os membros participantes inexperientes dentro de estados alterados que definem o sucesso do rito.

Em um pequeno artigo como este, podemos analisar apenas um esboço do trabalho interno do ritual druídico. Para obter instruções mais detalhadas, consulte o meu próprio trabalho "Druidheachd" ou os próximos ritos da ADF.

Vamos examinar a extenção do domínio das habilidades mágicas em três categorias: 1. transe e meditação, 2. invocação e meditação e 3. advinhação e vidência. 

Transe e meditação

O principal fundo das habilidades de magia é o controle da mente e seus estados de consciência. Muito tem sido escrito sobre os fundamentos dessas habilidades - a concentração, relaxamento e visualização. O resultado combinado dessas habilidades é denominado "transe" - dirigido, vontade própria dos estados da consciência.

A mente humana está constantemente em transe, transitando entre os tipos habituais de consciência de acordo com os eventos aleatórios e as reações da vida diária. Nós rituais, nós usamos nossas habilidades para induzir transe especial, no qual sentimos amor, respeito e admiração aos Poderes e que nos fazem receptivos à bençãos oferecidas pelo rito.

Existem vários transes padrões em nossos ritos ADF. Aterramento, centralização e sintonia primária: o trabalho referido comumente como a Meditação do Bosque tem dois propósitos principais. Primeiro, os participantes são levados a relaxar seus corpos e mentes, deixando de lado as preocupações mundanas e posturas habituais de forma que entradas novas do rito possam ser recebidas. Essa meta não deve ser negligenciada, especialmente quando há novos membros inexperientes presentes. Se alguém deixa o rito com nada mais do que um sentimento de alívio por um hora de cuidados da vida comum, que só tem valor agitado no mundo de hoje.

A segunda, igualmente importante meta, é a ligação de cada um dos participantes com os Poderes Primordiais da Terra e do Céu. Um dos principais padrões da magia Celta e Druida são as Duas Correntes - Mundo Superior e Mundo Inferior, e sua união no corpo do adorador e em todo o mundo manifesto. Sua presença informa e capacita cada participante individualmente, e coletivamente todo o bosque.

Isso é geralmente seguido, ou mesmo acompanhado, pelo reconhecimento do centro sagrado do rito - o Fogo, o Poço e/ou a Árvore. Assim, nós espelhamos no Bosque Físico, a realidade do Submundo (Poço), Mundo Superior (Fogo) e Mundo do Meio (Árvore). Essa identidade da alma com uma cerimônia nos permite trazer o poder dos Poderes atráves de nós mesmos para o mundo comum.

O padrão primário de visão deve ser renovado várias vezes durante o rito, denovo, especialmente se tiver pessoas novas presentes. A visão do Bosque: Quando a Ordem Cósmica for estabelecida no Bosque e o Portal for aberto ritualisticamente, o druida deve liderar o grupo em uma visualização do Bosque concluído. (Ou seja, no bosque "montado")

Depois de visualizar a visão de centramento, todos devem imaginar a Realidade Interna do Fogo, Poço e Árvore, vendo-os como belos e perfeitos, sagrados e poderosos. O druida lidera o grupo para visualizar o Portal (ais) - a conexão do centro com os Outromundos através da Terra e do Céu.

Com essa visão, a simples Relíquia do Bosque são identificados com seus reais arquétipos sobre a terra Primal do Sacrifício no centro de todos os mundos. Mais uma vez, também estabelece os Portais na alma de cada um dos participantes. As formas dos Poderes: as habilidades de visualização são as mais frequentes usadas na invocação (veja próximo post) para compor as formas de várias Deidades e Poderes cujo nós fazemos oferendas. Os antigos Celtas raramente faziam ídolos antropomórficos de seus Deuses, mas a tradição oral contém descrições verbais que sugerem as formas visualizadas que eram conhecidas e usadas. Assim, o druida deve ter um conjunto de formas bem desenvolvidas para os Poderes invocados em cada rito - a Mãe-terra, o Guardião do Portal e a Inspiradora - e ter preparado imagens nítidas dos Poderes padroeiros, a Deusa ou Deus oferecido para qualquer rito particular.

No paganismo tradicional cada uma das divindades pode optar por um culto de um outro Deus. Especialmente na tradição védica, nós encontramos que Vishnu e Shiva realizavam sacrifícios uns aos outros. Então nós concebemos que as Tríades ofertadas - Ancestrais, Espíritos da Natureza (Sidhe) e divindades em geral -, chamam um grande grupo de Poderes para o Bosque para participar no culto dos Patronos do rito.

Esses espíritos são vistos como alíados especiais, ancestrais e divindades patronas de todos os participantes reunidos, bem como qualquer outros seres que desejam o bem para o Bosque. Assim, no final da Tríade e antes das Oferendas, o Druida deve estabelecer uma visão dessa multidão de Espíritos. Eles vem para ajudar seus aliados e família, e juntar-se na benção oferecida pelo bosque.

Há muitos pequenos pedaços de visão e transe em nossos ritos, sobretudo em conexão com nossas outras categorias, cobertas abaixo. Em geral, transe deve espelhar a forma externa do ritual em detalhes mais brilhantes e mais mágicos, e o rito deve concretizar e manifestar o conteúdo das visões Interiores.

Invocação e Meditação

Invocação é a habilidade de fazer o rito visível para os Poderes Internos, fazendo as palavras audívieis e os presentes tangíveis para eles. Ao mesmo tempo isso faz os Poderes perceptíveis para o grupo de adoradores. Isso requer uma combinação de forte visualização com poesia bem escrita e coração, a combinação que sintoniza a alma dos adoradores com a essência do Poder invocado.

No culto Pagão, invocação não é "convocação", no sentido da Magia Cerimonial. Nós não tentamos comandar os Deuses/as, mas sim entrar em um relacionamento amoroso com eles. Pela invocação nós nos aproximamos dos Espíritos e eles são formados para nós para receber nossas oferendas e honra. Em troca, pedimos para que sua natureza divina seja refletida em nós para abençoar e enriquecer nossas vidas.

A meditação é a habilidade de transmitir ativamente a essência de um Poder para outros humanos e para o mundo. Na dominante metafísica cristã, essa habilidade é dominante é limitada ao clérigo de um único Deus. Na visão plurarista do paganismo, uma grande variedade de pessoas media ainda uma grande variedade de Poderes. Desde a simples função familiar para as definições formais do trabalho religioso com os mais altos momentos de heroísmo ou julgamento, cada ser humano tem a oportunidade e o potencial para mediar uma das Divindades ou Espíritos.

Em nosso Druidismo, nós trabalhamos para o conhecimento dos Poderes como objetivamente real, seres separados - não só como "arquétipos" ou "aspectos de si". No entanto, a tradição nos diz que esses grandes poderes são as nossas próprias famílias, feito do mesmo material da alma de que somos feitos. Assim, sua presença pode despertar um poder correspondente na nossa própria alma - um arquétipo, tornando-nos mais conscientes da divindade dentro de nós mesmos.

Quando um Pagão toma um Deus/a patrono/a, ele começa um processo de meditação. Como o adorador se torna mais sintonizado com o patrono, a força dessa energia se torna mais forte em sua alma. Ela chega a se sentir como o Patrono sente e agir como os atos do Patrono. Com o tempo, ele se torna capaz de conceder algumas bênçãos para a concordância do Patrono. Isso é o que realmente significa para o Sacerdócio em tempos Pagãos: que o poder da Divindade é aumentada pelo seu reflexo na alma de seus adoradores.

Assim, seria melhor se o clero de qualquer rito ser realmente o Sacerdote/isa da Deidade honrada naquela ocasião. Se não, então o Druida deve estar certo em passar um tempo nos dias que antecedem o rito meditando sobre os Poderes envolvidos, talvez fazendo uma oferenda preliminar para melhorar seu relacionamento com ele, para que ele possa mediar a força do Poder no rito. 

O trabalho do líder do rito também inclui ajudar os participantes a perceber e meditar as bênçãos do Poder Patrono. Quando as pessoas deixam o rito, eles devem ser capazes de transmitir uma pequena parte da bênção para todos em sua vida comum. Aqui está uma visualização simples para esse fim. O coração-espelho. O Druida começa liderando uma visão detalhada da Deidade ou Espírito invocado. Essa imagem pode ser vista estando no portal, ou estabelecido na luz do Fogo ou nas sombras do Poço. A compania é dita para sentir seu coração como claro, brilhante espelho que reflete perfeitamente e refrata a presença da Deidade. Assim, a divindade é sentida como estando presente na alma do adorador, bem como no bosque. Quando a divindade é então exaltada e ofertada, ele/ela é também adorado em cada um da compania e cada ação da Deidade é feita a partir de dentro para fora.

Divinação e Vidência

Nos ritos druídicos da ADF usamos a advinhação, depois das ofertas princiais, para determinar o tipo e a qualidade da bênção que os Poderes nos oferecem. A habilidade da divinação com um sistema de símbolos como a Ogham são, portanto, de vital importância para o trabalho druídico, e deve ser buscado por todos os líderes dos rituais. De certa forma essa é a mais simples de nossas habilidades para discutir aqui. Eles são facilmente acessadas a partir de uma variedade de fontes imprensas e professores locais, apesar de realmente aprender a profundidade de um tal sistema de símbolos pode ocupar toda uma vida.

No rito de divinação é ler o simples presságio de três runas profundamente e bem. Deve ser divinado de tal forma que cada participante ache uma forma de encontrar um bom conselho para si e para a comunidade. Tem havido uma tendência em nosso Bosque para ler o Presságio como se fosse uma leitura para o próprio Bosque. Acho que isso erra o alvo para a cerimônia pública, onde as vezes o críptico presságio deve valer para cada um e todos.

Em nosso trabalho também está sendo um trabalho divino tecer o conteúdo do Presságio à meditação sobre as necessidades pessoais e do grupo que deve preceder a bênção. Isso faz com que toda essa sessão do ritual oracular, e da ao advinho alguma ampliação na intuição e inspiração pessoal.

Isso é sugerido por veze que a visão Interna direta pode servir à esses objetivos melhor do que a advinhação baseada em símbolos simples. É verdade que os antigos druidas foram grandes videntes, muitas vezes capazes de usar sua inspiração poética sozinho para falar a verdade sobre eventos futuros e o desejo dos Poderes. No entanto, o advinho tem uma responsabilidade especial para falar de forma objetiva, simples e com distanciamento. Para muitos "psíquicos" essa parece ser uma meta difícil. O símbolo baseado no Presságio apresenta um significado mais ou menos objetivo que tanto reprime qualquer tendência à satisfação do desejo ou do ego.

Nos velhos dias de Paganismo isso foi suportado por uma variedade de poderosos Profetas. Em ambas cultuas Celtas e Germânicas, isso parece estar centrado em torno da inspiração poética. Profetas-poetas célticos foi dito ser capaz de colocar suas varinhas sobre a cabeça de uma pessoa e falar a verdade sobre sua vida e destino. O germânico thule foi um visionário bardo que falou a verdade poética de seu lugar mágico. Cada um destes foi condicionado por um grande corpo de precedente cultural que está faltando, até agora, em nosso renascimento Pagão. Da mesma forma, os antigos praticantes de augúrio, no qual, presságios eram tomados a partir de acontecimentos do mundo natural. Isso tem um potencial real para nós, mas, novamente, não temos a plenitude dos sentidos tradicionais, que eram os tesouros dos antigos videntes.

Então nós devemos certamente estar trabalhando para desenvolver esse tipo de verdadeira vidência. Quando temos o nosso próprio corpo consentual de tradição, e um meio de avaliar a qualidade do trabalho vidente que fará um passo real na direção de uma magia mais poderosa e moderna. Até esse momento, nós devemos também trabalhar diligentemente a advinhação baseada em símbolos, especialmente a Ogham.

Conclusão

Eu acredito que, na ordem para qualquer ritual religioso para ter seu maior efeito possível, é necessário ser informado e apoiado por habilidades mágicas do tipo descritas. O fracasso do ritual cristão é rastreável à perda dessas tradições esotéricas, e parece provável que a decadência do paganismo clássico, especialmente no mundo greco-romano tenha tido muito a mesma causa. Quando o rito se torna simplesmente um dever, apenas um evento social, intelectual ou doutrinário, rapidamente isso chega a parecer vazio para o adorador. Vamos trabalhar juntos para termos a certeza de que o ritual druida ainda tem uma magia poderosa e vibrante, agora e no futuro.

Author Information

Rev. Jeffrey Wyndham (Ian Corrigan)

Author's Bio:

About the Author - Ian Corrigan is a past ADF Archdruid as well as recipient of the Distinguished Service award for his time as Bard Laureate. He is deeply involved in developing and implementing a modern Druidic occultism, creating rites and training to enhance our growing spiritual work. His druid books are available at Lulu.com

Articles by Rev. Jeffrey Wyndham (Ian Corrigan)

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